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Ruy Mota – Pré-candidato a prefeito de Porto Velho critica duramente a realização das eleições em 2020

Ruy Motta, presidente do Diretório Municipal do PDT em Porto Velho, pré-candidato a prefeito de Porto Velho, afirmou ser uma imoralidade cívica e cristã a realização de eleições, agora, em 2020.

Ruy Motta, presidente do Diretório Municipal do PDT em Porto Velho, pré-candidato a prefeito de Porto Velho, afirmou ser uma imoralidade cívica e cristã a realização de eleições, agora, em 2020. Ele acha vergonhosa qualquer iniciativa, seja do Judiciário Eleitoral, seja da classe política, de defender que essas eleições sejam realizadas este ano, em meio à Pandemia do Covid19.

“Sem dúvida alguma é um desrespeito ao povo brasileiro sequer pensar em eleições este ano. Estamos vivendo de fato em estado de calamidade global com pandemia do novo Coronavírus. Para qualquer lado que se olhe estamos vendo milhares de pessoas infectadas nas unidades de saúde. Pessoas que estão sofrendo não apenas com a doença, mas também com a ausência do poder público. Estamos vendo um estado incapaz de proteger nossos enfermeiros, médicos e servidores da rede hospitalar. Incapaz de proteger nossos coveiros! No mínimo é uma brincadeira de mau gosto e muita irresponsabilidade pensar na realização dessas eleições”, declarou o pedetista.

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Ruy Motta, ao destacar que o Estado é guardião constitucional da sociedade, mostra que esta mesma sociedade – formada pelos contribuintes que pagam os impostos – nem sempre podem contar com essa proteção. “É um crime imoral uma eleição agora. É inconcebível o Estado brasileiro pegar, hoje, quase R$ 3 bilhões dos cofres públicos para financiar essas eleições”, critica o pré-candidato pedetista. “Neste momento, em que esse mesmo Estado corta na carne para dar um auxílio emergencial de R$ 600 para o cidadão que está passando dificuldades em função do confinamento, é de fato um crime de lesa pátria destinar esses recursos para eleições. Fazer isso é infectar a dignidade do povo brasileiro com o vírus do descaso, que é uma doença de membros de uma classe política que ainda insiste em ter privilégios e teima em não ouvir a população”, destacou o presidente do diretório municipal do PDT.

Para o pedetista, o povo hoje, em qualquer parte do país, já colocou as eleições deste ano no ponto mais baixo de suas escalas de prioridades: “As pessoas estão pensando na saúde, em salvar as vidas de seus pais, seus filhos, seus entes queridos. Estão preocupados com seus empregos, com suas vidas, e estão dizendo isso nas redes sociais. Não percebe isso quem não quer ou quem está totalmente em descompasso com a sociedade”.

O pré-candidato classifica como piada, a alegação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de que não há amparo legal na suspensão das eleições deste ano, uma vez que os vereadores e prefeitos foram eleitos para o mandato de quatro anos. “Já se rasgou nossa carta constitucional no passado para atender interesse partidário. A exemplo do senhor FHC que prorrogou seu mandato de quatro para oito anos, com amparo e apoio de quase todos os governadores e contribuição da bancada federal a serviço sempre do Palácio. E agora?”, pergunta Ruy Motta.

“Podemos sim, fazer uma emenda à Constituição para prorrogar essas eleições de 2020. Aí sim, justifica-se fazer uma PEC que terá o consentimento legítimo do povo brasileiro. Isso sim é que precisa ser feito. E o mais rápido possível”, defende o pré-candidato a prefeito de Porto Velho.

“Isso porque nossos comerciantes, nossos empresários, trabalhadores formais e informais estão sofrendo com a falta de sensibilidade dessa classe política e das autoridades atrasadas e autoritárias que comandam nosso país”, ressalta Ruy Motta.

“Como rondoniense e porto-velhense, de família tradicional que aqui vive há cem anos, eu condeno qualquer manifestação a favor da realização dessas eleições. Precisamos mais do que nunca rever nos conceitos. Vamos esquecer nesse momento os interesses pessoais e pensar na coletividade”, disse o presidente do Diretório Municipal do PDT.
O pedetista considera que o melhor a ser feito é que a sociedade como um todo se manifeste contra as eleições municipais de 2020. “Que Deus nos ilumine para que não sejamos coniventes com tamanha imoralidade que é a realização dessas eleições neste ano. Eleições municipais para prefeito e vereador em todo país, no mínimo, é um desrespeito a nossa pátria, um desrespeito aos sentimentos cristãos, um desrespeito cívico a nossa nação. Precisamos todos nos posicionar contra essa verdadeira agressão ao Brasil”.

“Não vale a pena uma eleição enquanto milhares de brasileiros estão morrendo. Não vale a pena convocar eleições para que as pessoas venham a correr ainda mais risco de disseminar o vírus. Já temos vítimas demais. Não podemos colocar a população sob mais esse risco. Essas eleições de 2020 têm que ser canceladas. E temos o dever cívico de pegar esses R$ 3 bilhões, tirá-los das eleições e aplicar esse recurso, que é muito dinheiro, na saúde e na segurança do povo brasileiro”, concluiu Ruy Motta.

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